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quarta-feira, novembro 29, 2023

Fono suspeita de torturar crianças autistas tem filha pequena e 13 anos de carreira

A fonoaudióloga Bianca Rodrigues Lopes Gonçalves de 33 anos, suspeita de torturar crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) durante consultas em sua clínica particular, localizada na cidade de Duartina, no interior de São Paulo, formada em 2009, este ano completa 13 anos como profissional na área.

A profissional se formou como fonoaudióloga em 2009, realizou a Prática Profissionalizante em Fluência e Linguagem Infantil entre 2012 e 2013, finalizou o mestrado em Ciências pelo Programa de pós-graduação em 2012 e concluiu o doutorado em 2017, todos pela Universidade de São Paulo (USP), campus de Bauru (SP).

O CNPJ de sua clínica particular, na qual atuava como fonoaudióloga, foi registrado em 4 de setembro de 2020. O local passou por perícia e está à venda.

Mãe de uma menina de 2 anos, Bianca é natural de São Caetano do Sul (SP) e tem uma irmã. Ela completa 34 anos em 6 de outubro. Nas redes sociais da clínica, a fonoaudióloga publica fotos com conteúdo sobre o autismo e a psicologia infantil.

Bianca passou a ser investigada depois que mães de crianças autistas fizeram denúncias de violência à polícia.

Relembre o caso

O caso da fonoaudióloga veio a público depois que uma ex-funcionária da clínica encaminhou à polícia imagens, áudios e vídeos dos atendimentos que as crianças recebiam.

A ex-funcionária, que havia sido contratada como acompanhante terapêutica de um dos pacientes, informou que era instruída pela fonoaudióloga para forjar os atendimentos não realizados.

“As crianças não estavam tendo atendimento. A fonoaudióloga falava com as mães, mas as crianças ficavam na sala comigo, e eu estou cursando psicologia, ainda não tenho esse repertório de fazer o tratamento adequado”, afirmou a ex-funcionária.

Na terça-feira (16), a Polícia Civil informou que a perícia comprovou a autenticidade das imagens. Agora, o delegado explicou que o próximo passo da investigação é terminar de ouvir os depoimentos das mães que denunciaram as agressões.

Após a conclusão do inquérito, ele será encaminhado para o Ministério Público (MP-SP), que deve decidir se oferece denúncia à Justiça.

Ouvidas pelo G1, três mães falaram sobre as supostas agressões. Uma delas disse que desconfiou da situação quando o filho de 3 anos recusou o toque nos órgãos genitais durante uma consulta pediátrica e, mais tarde, afirmou que a fonoaudióloga tocava nele.

Já outra mãe contou que o filho, de 9 anos, era trancado em salas no consultório. Ela descobriu o ocorrido quando foi chamada à delegacia e viu a foto que mostra as mãos do menino no vidro. E segundo ela, o filho voltava para a casa com as roupas urinadas e, algumas vezes, sem camiseta.

A outra mãe relatou que o filho de 6 anos levou um tapa na boca por ter mordido a profissional.

Foto: Facebook /Reprodução

Com informações do Yahoo

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